segunda-feira, 4 de julho de 2011

Lassidão


Sobrevivo à exaustão dos meus desejos de amor para ter um pouco mais da sua voz soando através dos meus ouvidos e a sua respiração na minha nuca. Estou dando voltas e voltas em torno do que quero, não paro por sentir uma extrema necessidade de correr, mesmo que em lugar algum. Não sei viver de histórias mal escritas, páginas rasgadas, mágoas, arrependimentos, não consigo virar as costas como se tudo estivesse no seu exato lugar.
Aquariana por destino, sem acasos, por Deus, por uma noite de bebidas nove meses antes, não importa, a vida me fez ser assim, complicada.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

só vejo beleza no que transborda
só me interesso pelo que ultrapassa
o comum não me comove,
o banal não me toca.
porque eu gosto é do avesso
e o contraditório é que me fortalece.


(Verônica H.)

sábado, 25 de junho de 2011

5 vogais, 3 consoantes.


Começar este texto falando da vida seria tanta hipocrisia como fizer que ela é bela. Dia vinte e cinco de junho, seria um dia melhor se eu não fosse acordada com uma notícia tão impiedosa.
Difícil falar da morte, não? E esse é o assunto que eu não quero falar, e nem da vida, já que ela não existe mais. Difícil não é encarar o modo como ela acontece, ou a ambiguidade que nela existe e sim o que fica.
Fica o que mais precisava ter ido embora, vai-se o silêncio, fica-se o som. O som da alegria, o som do estresse, o barulho do andar... ficam os longos onze anos e todas as histórias que nele vieram.
Seria mais fácil se todas as memórias boas fossem embora, e em letras arredondadas escrevessem no epitáfio: 'Aqui jaz toda alegria, animação e lembranças do que trouxe.'
Hoje eu perdi parte da minha família...
Hoje eu perdi parte...
Hoje eu perdi...
Hoje.
Abraços e carisma é o que menos preciso agora, pois aqui jaz toda a minha paz.