Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão, esta pantera,
Foi tua companheira inseparável!
Acostuma-te à lama que te espera!
O homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.
Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.
Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!
Augusto dos Anjos
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
sábado, 2 de outubro de 2010
dos sentimentos que tinha.
eu quis.
eu quis estar com você, eu quis denovo os seus olhos, quis denovo a sua pele, o seu cheiro, quis denovo o seu gosto, a sua voz, o seu carinho. eu quis todo amor que você sempre prometeu voltar pra me dar.
e senti falta.
senti falta dos seus beijos, das suas frases, e até mesmo da sua fraqueza.
e cheguei a pensar.
cheguei a pensar que poderia voltar, cheguei a pensar que estava pronta pra deixar você entrar na minha vida, que estaria preparada pra todos os problemas, todas as pessoas... mais uma vez.
e acreditei.
acreditei que você era a maior verdade em mim, que era meu bem maior, que todo amor que guardo era teu. acreditei, e acreditei de verdade, e continuo acreditando que ainda me ama.
enxergo.
enxergo nos teus olhos a sua vontade de me abraçar, escuto nas suas palavras a vontade de estar do meu lado.
mas não, nao me engano mais
aprendi a te ver de outro parametro, agora o que quero é ficar sozinha
não sozinha sem ninguém, mas sozinha de você.
não quero pra minha vida tranquila, um tormento de bebidas e cigarros.
e sinto pena.
sinto pena de ver todos seus sonhos e promessas indo embora por uma noitada, sinto pena em saber que eu sabia cuidar de você... e agora, eu não quero mais cuidar.
eu quis estar com você, eu quis denovo os seus olhos, quis denovo a sua pele, o seu cheiro, quis denovo o seu gosto, a sua voz, o seu carinho. eu quis todo amor que você sempre prometeu voltar pra me dar.
e senti falta.
senti falta dos seus beijos, das suas frases, e até mesmo da sua fraqueza.
e cheguei a pensar.
cheguei a pensar que poderia voltar, cheguei a pensar que estava pronta pra deixar você entrar na minha vida, que estaria preparada pra todos os problemas, todas as pessoas... mais uma vez.
e acreditei.
acreditei que você era a maior verdade em mim, que era meu bem maior, que todo amor que guardo era teu. acreditei, e acreditei de verdade, e continuo acreditando que ainda me ama.
enxergo.
enxergo nos teus olhos a sua vontade de me abraçar, escuto nas suas palavras a vontade de estar do meu lado.
mas não, nao me engano mais
aprendi a te ver de outro parametro, agora o que quero é ficar sozinha
não sozinha sem ninguém, mas sozinha de você.
não quero pra minha vida tranquila, um tormento de bebidas e cigarros.
e sinto pena.
sinto pena de ver todos seus sonhos e promessas indo embora por uma noitada, sinto pena em saber que eu sabia cuidar de você... e agora, eu não quero mais cuidar.
terça-feira, 28 de setembro de 2010
medo meu, medo eu.
não que eu já tenha entregue os pontos, mas se eu conseguisse superar meu medo, já teria acontecido. sentimento particular, individualista.
realmente não acredito na teoria de temer apenas o desconhecido, quanto mais enfrento, mais quero distância...
bobo, pra você.
não é manha, não é bobagem, não é questão de idade e muito menos de amadurecimento...
medo
medo do hoje, medo do amanhã, medo da morte, medo de água, medo de fogo, medo de abelha, medo de pessoas... qual seu medo?
medo de solidão, medo do escuro, do bicho papão... medo do que então?
eu queria não ter que encarar o meu, ainda mais nos piores momentos da minha vida.
me dói só de saber que é necessário, que não posso fugir.
sou um fracasso perto do meu medo, desmorono, choro.
sumo, de mim mesma. não quero mais, desisto.
e continuo assim, dia após dia, ano após ano...
até enquanto eu puder !
realmente não acredito na teoria de temer apenas o desconhecido, quanto mais enfrento, mais quero distância...
bobo, pra você.
não é manha, não é bobagem, não é questão de idade e muito menos de amadurecimento...
medo
medo do hoje, medo do amanhã, medo da morte, medo de água, medo de fogo, medo de abelha, medo de pessoas... qual seu medo?
medo de solidão, medo do escuro, do bicho papão... medo do que então?
eu queria não ter que encarar o meu, ainda mais nos piores momentos da minha vida.
me dói só de saber que é necessário, que não posso fugir.
sou um fracasso perto do meu medo, desmorono, choro.
sumo, de mim mesma. não quero mais, desisto.
e continuo assim, dia após dia, ano após ano...
até enquanto eu puder !
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