terça-feira, 3 de agosto de 2010
CAPÍTULO CXVII
Nesta igreja nova não há aventuras fáceis, nem quedas, nem tristezas, nem alegrias pueris. O amor, por exemplo, é um sacerdócio, a reprodução um ritual. Como a vida é o maior benefício do universo, e não há mendigo que não prefira a miséria à morte (o que é um delicioso influxo de Humanitas), segue-se que a transmissão da vida, longe de ser uma ocasião de galanteio, é a hora suprema da missa espiritual. Porquanto, verdadeiramente há só uma desgraça: é não nascer.
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Ser humano, bicho estranho

Nunca esta contente com o que tem, sempre querendo mais e mais, não basta descobrir a Lua, é preciso descobrir toda Via-Láctea e quem sabe todo o universo.
Se cortamos o cabelo queremos ele comprido, se colocamos calça queremos short, se estamos sozinhos queremos namorar, se namoramos queremos a vida de antes, nada nos preenche?
Falar de amor é, talvez, o sentimento mais fácil de se descrever, mas falar sobre o que nos preenche é um mistério. Talvez porque pouquíssimas pessoas já se sentiram assim, completas.
Sabe aquela manhã na praia? Quem sabe não seja esta a sensação... não conseguir pensar em nada, como se o barulho das ondas tampasse nossa boca e levasse embora nossos pensamentos, mas quando nos damos conta e voltamos ao mundo, o peso sobre nossas costas parece estar maior. Seria possível associar vida com preenchimento ou estamos aptos a dividir nossos dias entre bem e mal; guerra e paz; vazio e cheio?
O bom mesmo é viver neste extremo, para diferenciar o que nos faz bem e o que não faz, afinal, se sentíssemos o mar dentro de casa que graça teria olhar aquele azul transparente refletindo o calor do Sol?
quinta-feira, 15 de julho de 2010
Sei lá
Sei lá o que se passa, sinto coisas que às vezes se põem inimagináveis e se podam por si próprias, pela própria forma incorreta de existir e persistir no coração. Se podam os sentimentos, se camufla a sensação, porque a mente cria a ilusão de que é preciso acreditar no preciso e o preciso nem sempre satisfaz a vontade intensa de gritar e ser, simplesmente, por si só, a sensação do nosso coração...
Não posso dizer tudo que sinto, não posso falar do intrínseco. Afinal, nem sempre o que se sonha é passível de compreensão, da sua compreensão. Se eu falasse dos meus sonhos me acharia uma maluca. Cada sonho vivo para mim é eterno desconhecido a ti. Não podemos dizer tudo que pensamos sobre nós , a vida e os outros... seríamos mais felizes? não sei, plenos sim, mas com certeza seríamos muito mal interpretados.
Não posso dizer tudo que sinto, não posso falar do intrínseco. Afinal, nem sempre o que se sonha é passível de compreensão, da sua compreensão. Se eu falasse dos meus sonhos me acharia uma maluca. Cada sonho vivo para mim é eterno desconhecido a ti. Não podemos dizer tudo que pensamos sobre nós , a vida e os outros... seríamos mais felizes? não sei, plenos sim, mas com certeza seríamos muito mal interpretados.
Assinar:
Postagens (Atom)