segunda-feira, 25 de julho de 2011

Vítreo



Me criou da maneira mais dura possível, me fez enxergar o mundo da forma simples como ele é, crer sozinha em tudo que era recíproco, na diversidade, me fez assistir sozinha todas as minhas quedas e fracassos, e aprendi a levantar sem segurar na mão de ninguém... uma pena você não estar lá para ver como eu me virava sozinha, foi lindo o espetáculo.
De tantas palavras que não disse, o que era pra ser algo trivial tornou-se uma peleja rotineira, rotineiro como ouvir que é comum, como se fosse habitual não suportar o som dos seus olhos piscando. Nunca foi amor, nunca foi carinho...
Respeito é o que me faz suportar a maldita convivência, a sua falta de compreensão e a mediocridade dos seus pensamentos. Minha formação de liberdade com sua assinatura em Bic azul na linha da direita cai em contradição a tudo que sabe sobre mim, simplificando... nada.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Sorrisos

Você podia estar comigo agora, em qualquer lugar, em baixo de qualquer constelação

Em baixo da Lua quase cheia

E seu rosto colado ao meu peito

E o meu rosto colado ao seu rosto
e seu peito colado ao meu peito
com o som das estrelas de fundo...

Minhas mãos coladas as suas costas
suas mãos coladas aos meus braços
com o som do seu sorriso de fundo...

Minhas pernas perdidas entre as suas
com o som do vento desviando de nós dois ...

Seus lábios colados aos meus lábios
e o som de um beijo...

A lua projetando nossa unica sombra no chão
e o som...
não teria som.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Do latim: luna.


As estrelas que habitam esta imensa cúpula azul surgem como olhares, como se o tempo imaginasse o que pensávamos ou o que tentávamos pensar. O céu nublado baixava toda a minha atenção para uma unica incógnita, uma unica pergunta, uma unica questão... unica. E a luz, crescente, simplificando discretamente o que surgia dentro de mim. Os dias não precisam ser floridos, não precisa sair Sol, nem relógio, nem sorvetes, só precisamos de Sábado.