sexta-feira, 20 de maio de 2011
capítulo XII parágrafo 2

E todo amor familiar que eu tinha dentro de mim foi transformado em distância e isolamento, eu me descrevi como Raul Pompéia. E meus dias não passavam de ilusões de criança educada exoticamente na estufa de carinho. Questionando sobre a vida, a morte, origens, palavras, sentimentos, expressões. Alimentando minha força individual e aprendendo a conviver sem amor materno.
N.E.N.T

Eu tenho pressa de escrever, escrevo por cima do tempo, meu pensamento apenas corrige e acelera. Nada existe enquanto a caneta não desencosta do papel.
Escrevo e tenho esta necessidade de expressão, essa necessidade da escrita, escrevo para desabafar comigo.
Escrevo para conhecer a mim mesma, porque não posso ser ninguém além de mim quando faço isso.
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