quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

tragédias, comédias e dramaturgos gregos


Tem dias que nascem mesmo para sabotar da nossa boa vontade, o Sol já acorda levando junto a sua paciência, e cada folha que cai é como se colocasse a prova toda sua dor de cabeça.
Tem dias que a vontade é de não acordar, dormir novamente, levantar apenas no dia seguinte mesmo que for a tão odiada segunda feira. Qualquer canto do mundo, quaisquer outros amigos, qualquer outra cama, outra fronha, outro café da manhã seria melhor do que o seu. Sua internet não funciona, só recebe mensagens da própria operadora que por coincidência já virou sua melhor amiga... lembra mais de você do que sua própria família.
Tem dias que tudo dá errado, tudo que você planejou por meses evapora, some, acaba. Você briga com quem não tem culpa dos seus problemas, nem chocolate entende sua tristeza.
É o que gostamos de chamar de solidão. Você se tranca no seu quarto, apaga a luz, liga a televisão... deixa toda bagunça no seu devido lugar, o lençol mal arrumado, o celular do lado do travesseiro, o cenário perfeito para uma tragédia grega. Você sabe que chorar não adianta,mas não perde a oportunidade de ser um pouco mais dramática.
Já acabou o dia, e não é que passou rápido?

amanhã é outro dia, e o Sol vai nascer pra mim
e se não nascer... separei milhares de filmes românticos para dramatizar um pouco mais essa minha vida, estou quase boa nisso.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

vou-me embora pra Pasárgada


faço minhas malas, meu destino me espera, meu passado, as lembranças de uma vida que já passou, de horas que se foram, de pessoas que deixaram. Parto em nome das recordações, parto pro lugar onde me recorda infancia, onde o cheiro de café da manhã é diferente de onde habito. Parto pra trazer a tona tudo que um dia foi presente.
Não para viver as horas que mudaram, mas para não perder a certeza de que aquelas lembranças já fizeram parte dos meus motivos de sorrir, para provar da saudade da voz, das vozes, dos risos que eu interpretava como olhar de quem não tem malícia, de quem não provara de rotina. Parto em nome do que nomearam de saudade.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

A.R


Montando o meu quebra-cabeça, quebro a cabeça, absorvo idéias, reconstruo questões.
na roda da vida giram soluções,absorvo as questões, soluciono as idéias.
posso não criar a poesia perfeita, a rima conexa, a arte coordenada, ainda que possa recriar sempre o meu próprio equílibrio, equilibra a corda bamba a diferença dos egos, o que é essencial e aparente, metaforicamente se equilibra a própria vida o tempo todo.
A vida que não é palco, esta que é feita de tropeços e exige paz. Exige força a vida que clama esperança, força que movimenta, engrandece, conscientiza a mente. Luz que clarifica o discernimento, tranquiliza o pensamento e aconchega o meu coração...