a tinta transfere o que minha boca se recusa falar, escrevo frases em minha mente que se espairecem e tornam-se apenas mais um pensamento em vão.
Tinta, tanta tinta, riscos, rabiscos, frases, orações perdidas em um ser, transformando-o em errante pensador, que se esforça em marcar tudo que chega do nada antes que retorne ao seu estado inicial.
como se buscasse um sentido pra vida, como se houvesse necessidade de ser além de vida, como se precisasse de sentido pra ser vida !
domingo, 17 de outubro de 2010
como se fosse em qualquer lugar
como se a vida fosse um perigo
como se houvesse faca no ar
como se fosse urgente e preciso
como é preciso desabafar
como se não fosse tão longe
brasilia de belem do para
como castelos nascem dos sonhos pra no real, achar seu lugar
como se faz com todo cuidado
a pipa que precisa voar.
como se a vida fosse um perigo
como se houvesse faca no ar
como se fosse urgente e preciso
como é preciso desabafar
como se não fosse tão longe
brasilia de belem do para
como castelos nascem dos sonhos pra no real, achar seu lugar
como se faz com todo cuidado
a pipa que precisa voar.
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
versos intimos
Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão, esta pantera,
Foi tua companheira inseparável!
Acostuma-te à lama que te espera!
O homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.
Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.
Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!
Augusto dos Anjos
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão, esta pantera,
Foi tua companheira inseparável!
Acostuma-te à lama que te espera!
O homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.
Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.
Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!
Augusto dos Anjos
Assinar:
Postagens (Atom)